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segunda-feira, 22 de março de 2010

Vida com amor

O Cristo nos propõe amarmos nossos inimigos, vivermos a vida praticando a caridade e com vistas à vida espiritual, chamada por ele de vida futura.

Há 2000 anos tentamos colocar em prática estas recomendações, mas ainda temos muitas dificuldades. A violência, a falta de compreensão, de misericórdia, de benevolência, de indulgência e de perdão frutos de nossa incipiência na arte de amar podem ser vistos com grande freqüência em nossa sociedade e ocultam-se em gestos tão sutis que não nos damos conta.

Ainda outro dia conversava com um amigo sobre o aspecto do castigo aplicado às crianças como forma de educação. Já existe um grande número de pessoas que repudiam as agressões físicas como forma de educar, mas ainda pensamos em castigar como ferramenta de coerção e convencimento à cerca da forma correta de proceder. Colocamos nossos filhos para pensar, mas dizemos muito pouco. Exigimos muito e, em muitos casos, sem justificativa.

Ainda temos a dificuldade de perceber que nossa contribuição como pais e educadores é fazer despertar a individualidade que está presente à nossa frente sob a forma de um pequeno ser.

Recebi a transcrição de um relato por email que me fez parar para retomar este assunto. E aqui estou novamente. O Dr. Arun Gandhi relata como foi levado por seu pai, filho de Mahatma Gandhi, a refletir sobre a questão da mentira. Fiquei realmente impressionado, devo admitir, com a postura do pai/educador.

Por que será que temos tanta dificuldade em perceber e aceitar que a lei divina se responsabilizará por oferecer todas as oportunidade, inclusive as mais rudes, se necessário, para que percebamos os nossos erros e que, pela mesma lei, nos cabe oferecer a benevolência, a indulgência e o perdão?

Por que será tão difícil para nós nos percebermos como aquele que apóia, que ama e perdoa ao invés de nos percebermos como os verdugos que trazem a punição necessária para os erros cometidos por outros?

Será que estamos super-valorizando os aspectos negativos da vida e deixando de lado a beleza da vida em toda a sua diversidade de formas e manifestações?

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma definição singular de saudade

Sou espírita há alguns anos e acredito firmemente nos princípios da reencarnação, da imortalidade da alma e da existência de um Deus bom e justo. Mas devo confessar que tenho muita dificuldade com a aplicação destes princípios no dia-a-dia para ler a vida de uma forma diferenciada.

Talvez por já conseguir reconhecer esta deficiência eu me encante quando tenho contato com relatos de pessoas que já possuem mais facilidade de fazer esta ponte.

O doutor Rogério Brandão, oncologista residente no Nordeste, conta uma destas histórias. Trata-se de um fato ocorrido com ele mesmo e que serve para resignificarmos a palavra saudade. Leia "DEFINIÇÃO SINGULAR DE SAUDADE" e confira